Seu rosto resplandeceu como o sol,
e suas vestes tornaram-se
brancas como a luz.
Neste domingo, somos aprisionados,
quase com estupor ao Monte Tabor,
um lugar simbólico do encontro
entre o céu e a terra, onde a luz não
é mais refletida, mas emitida, onde
vislumbramos que nossa humanidade
ainda tem muito a descobrir
para ser redimida,
muito mais do que imaginamos
ou nos contentamos em acreditar.
No Tabor, acontece uma experiência
de altíssimo valor teológico
e antropológico: ela revela que
a humanidade e a divindade não são
realidades estranhas ou opostas,
mas dois polos numa relação profunda
e complementar, misteriosamente unidos
na pessoa do Filho. Nele, a humanidade
se redescobre criatura pascal,
chamada a viver cada dia
em posição de oferta e ressurreição.
© Monache benedettine del monastero di Sant’Anna a Bastia Umbra,
Schizzi di Vangelo, Paoline 2025

