Morre Toni Morrison, a primeira afro-americana a ganhar o Prêmio Nobel

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A primeira escritora afro-americana vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1993, insígnia concedida em 2012 por Barack Obama com a Medalha Presidencial da Liberdade, o mais alto reconhecimento civil nos Estados Unidos, Toni Morrison desmascarou preconceitos sobre a raça e o racismo cujo verdadeiro significado ainda não podemos entender e nos mostrou como era necessário voltar a se ocupar deles.

“Que presente respirar seu próprio ar, ainda que por pouco tempo”, diz o ex-presidente americano Obama, que fala da escritora, que morreu no dia 6 de agosto, aos 88 anos, em Nova York, como de um tesouro nacional e define seus escritos como “belos e de significativo desafio para a nossa consciência e nossa imaginação moral”. “Quando Obama foi eleito, se pensava que certos preconceitos acabariam, mas, ao invés, o passado continua a se repetir”, disse a escritora em 2012 no Festival de Literatura de Mantova, na Itália. E explicava: “Nós não somos uma sociedade pós-racial. O racismo é um câncer que não se consegue erradicar com diversos medicamentos. Para encontrar uma resposta, algo deve mudar dentro de nós“.