II° Domingo de Advento 2019

Vida e fecundidade

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João Batista, o homem da passagem entre o Antigo e o Novo Testamento, da religião à , convida ao acolhimento do amor que agora se tornou presença, ou seja, porque o amor, que é dom, só pode ser recebido. O amor não é algo a ser entendido, estudado, aprendido. É presença a ser acolhida na gratuidade, e não merecido, ostentando uma religiosidade afetada, com performances próprias, como acreditam os saduceus e os fariseus, os piedosos religiosos do tempo de Jesus e de cada época. A estes, o Batista responde: “Não pensem que basta dizer: “Temos Abraão por pai“. Dizer-se cristãos ainda não significa nada, como ser batizado, participar da missa, recitar orações ou receber os sacramentos. Dizer-ser de “Cristo” não significa pertencer a ele, não é um talismã contra as tempestades da vida, nem mesmo uma apólice de seguro nos acidentes cotidianos. Ser cristão ao invés define, “conforma” a vida, um estilo de vida marcado pelo bem, pelo cuidado e o perdão. É isso que diz e testemunha o pertencimento ao Deus da vida: “Pelos seus frutos os reconhecereis”.

Portanto, é necessário dar frutos, aliás, bons frutos, diz o Batista. E o fruto é sempre consequente ao ser. Todo fruto brota de uma árvore bem enraizada no chão, do qual extrai todas as energias necessárias.

A questão, portanto, é acolher, entrar em contato com a Vida, fonte interior que habita em nós, para experimentar ser transformados, fecundos e dar bons frutos.

Do livro Ogni storia è storia sacra de Paolo Scquizzato, Paoline 2019

Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas!
Todo homem verá a salvação de Deus!
Lucas 3,4-6

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