Quênia: Lançamento oficial do novo Catecismo Católico  publicado pelas Paulinas de Nairobi

No início de abril o Cardeal John Njue, Arcebispo de Nairobi e Presidente da Conferência Episcopal do Quênia, lançou oficialmente o “Catecismo Católico”. Na presença de todos os Bispos do Quênia, reunidos em Assembléia, dos sacerdores, de 150 seminaristas, muitos religiosos e leigos, o Cardeal apresentou o novo Catecismo como um instrumento de ouro nas mãos dos bispos, sacerdotes, religiosos e catequistas, para a nova evamngelização do Quênia e desejou que este Catecismo possa suscitar nas Comunidades cristãs um novo impúlso missionário para levar o Evangelho a todos.

O íter do novo Catecismo
Depois da publicação do Catecismo da Igreja Católica e do Compêndio, seja em inglês como em Ewahii (as duas línguas nacionais no Quênia), a Conferência Episcopal decidiu ter um catecismo “local” para o Quênia, adaptado também às outras nações de língua inglesa na África. A Comissão para  a Doutrina, presidida pelo S. E. Mons. Patrik Harrington, Bispo de Lodwar, foi encarregada de estudar o projeto e iniciar o trabalho. Um grupo de teólogos, catequistas e sacerdores envolvidos na pastoral se encontraram e, sob a direção do Bispo Harringtn, em colabração com as Paulinas de Nairobi, prepararam uma série de 66 folhetos com os principais aspectos da doutrina católica. Estes folhetos (publicados em inglês e swahili) foram colocados à disposição das paróquias e da catequese  para  experiência e  estudo. Os cometários, pareceres e sugestões foram organizados e publicados num livro.

Os folhetos tiveram um acolhimento muito positivo e, em alguns lugares, foram traduzidos em outras línguas.  No início de 2006, a comissão foi reduzida a 6 pessoas e esta com a tarefa de preparar o texto final do novo catecismo. Os comentários e os pareceres foram levados em consideração e, à luz do Compêndio, foi feitauma nova versão do texto. O novo texto foi apresentado à Congregação para o Clero que o aprovou, com algumas modificações, em dezembro de 2007.

Este novo Catecismo representa um passo importante para o cresicmento da Igreja no Quênia e, como destacou a Congregação para o Clero, é um dos poucos exemplos de “inculturação” da mensagem cristã.

Por quê  um novo Catecismo?
Durante o lançamento do catecismo, o Cardeal destacou em sua carta de apresentação, como o Catecismo da Igreja Católica e o Compêndio, publicados respectivamente em 1994 e 2005, foram preparados não só como textos de referência seguros e autênticos para o ensinamento e o aprofundamento da doutrina católica, mas também como instrumento de guia na preparação dos catecismos locais, que devem levar em conta as diversas situações e culturas e que zelam com cuidado a unidade da fé e a fidelidade  à doutrina católica.

É óbvio que a publicação deste catecismo não é  uma repetição e nem um trabalho desnecessário. Pelo contrário, o novo Catecismo supre o que faltava no mundo da catequese, por causa da ausência, quase absoluta, de um catecismo que fosse claro, simples, compreensivo, inculturado e acessível a todos.

As características do novo Catecismo
O novo Catecismo caracteriza-se principalmente pelas contínuas referências à Bíblia, ao Catecismo da Igreja Católica e ao Compêncio. De fato, o anúncio do Evangelho deve levar-nos a encontrar Cristo e a transformar-nos em seus discípulos. Nesse sentido, a Congregação para o Clero elogiou o novo Catecismo pela sua centralidade cristológica e pela referência contínua às Escrituras e ao Magistério da Igreja. A importância do novo Catecismo reflete o Catecismo da Igreja Católica nos seus quatro pontos: O credo, a liturgia, com os sacramentos em primeiro plano, o agir cristão e finalmente a oração.

Mas, a maior novidade deste Catecismo é o fato de levar em considerção a realidade e a situação africana: o anúncio do Evangelho não pode ser feito sem levar em conta a cultura das pessoas, a quem se dirige. Nesse sentido, o Catecismo ajuda os cristãos a valorizarem os valores presentes na sua cultura e os sinais da presença do sagrado.  Ao mesmo tempo, estimula a abrir-se à novidade do Evangelho e a colocar em discussão aqueles elementos que não estão em sintomia com a fé cristã, a fim de levar  todos os povos a reconhecerem em Cristo, o seu Salvador.  O conteúdo do Catecismo é apresentado de um modo “novo” para responder às interrogações que vêm da realidade africana.

A atenção dos redatores não se limitou ao  conteúdos, mas também ao estilo de comunicação. Graças à experiência das Paulinas, que há mais de 25 anos trabalham na África, o novo Catecismo apresenta-se com um estilo tipográfico original e atraente.  A gráfica estudou atentamente o modo de tornar o conteúdo mais fácil e compreensível. O formato, as lições com diversas ilustrações, a linguagem simples e clara, o preço acessível a todos, fazem com que este Catecismo seja verdadeiramente um instrumento privilegiado de nova evangelização para as comunidades cristãs.

Um  Catecismo para a família
A profundidade do conteúdo, os vários  recursos técnicos que não faltam no Catecismo, as muitas referências à cultura africana foram estudadas a fim de poder levar os jovens e os adultos a crescerem no seu desejo de conhecer a fé cristã, de celebrá-la, vivê-la  e tornar-se testemunhas. A campanha de sensibilização está incentivando para que o Catecismo, junto com a Bíblia African, se torne o texto de formação cristã para todos. Os leigos poderão encontrar grande benefício com a leitura do catecismo para  sua reflexão, seja a nível pessoal como familiar.  Os catequistas, que há muitos anos desejavam subsídios catequéticos, encontrarão no novo Catecismo uma mina de conteúdos para aprofundar a fé e transmiti-la ao mundo de hoje,a fim de criar uma nova humanidade que viva no amor e na fraternidade universal.  Os catecúmenos adultos, que se preparam para os sacramentos de iniação cristã, encontrarão no catecismo uma grande ajuda para entrar mais profundamente no mistério da vida nova que recebem através da fé.  Os cristãos que, por vários motivos deixaram a Igreja e entraram em outras denominaçõe religiosas e Igrejas  independentes poderão ser ajudados a redescobrir a alegria de serem discípulos de Cristo e viverem na comunhão da Igreja Católica.

Um  projeto em andamento…
A alegria, com qual o novo Catecismo foi acolhido pelos bispos, sacerdotes, religiosos, catequistas e leigos resultou na venda de 2.000 exemplares só no dia do lançamento oficial, 2 de abril. Isso nos faz perceber como este instrumento de catequese e de evangelização era esperado com ansiedade. Antes do final do ano o novo Catecismo será publicado também em swahili, a fim de poder atingir um número ainda maior de pessoas e ajudá-las a aprofundar a sua fé.

A Comissão da Doutrina já programou a preparação de quatro opósculos para a catequese dos catecúmenos mais jovens e as crianças do ensino médio que se preparam para os sacramentos. Este projeto de catequese – nas suas diferentes fases – abre uma nova página da evangelização na África e permite aos agentes de pastoral apresentar a mensagem cristã com renovada confiança e otimismo.

Estados Unidos: Livros para os presos

“As cartas que me escrevem, acompanhadas de livros, são fortes estímulos para me tornar melhor”. Esses, não fazem o bem só para mim, mas a muitos outros, com os quais partilho”. O autor desta carta, antes de entrar na cadeia, era um professor, que usava os mesmos livros para lecionar inglês aos prisioneiros de língua espanhola. Este é um trecho das muitas cartas que Ir. Sharon, responsável do apostolado junto aos presos, recebe dos próprios presos e dos diáconos, sacerdotes e irmãs, que fazem parte da pastoral carcerária e atua junto às cadeias dos Estados Unidos e Canadá.

As Filhas de São Paulo iniciaram este precioso serviço em 1985. Nesses anos  enviaram muitos livros, porque  as Edições Paullines Books &Media estão inseridas numa lista nacional de vendedores para as cadeias, aprovada pelo Governo.

Às vezes são os próprios pressos que divulgam a iniciativa quando são transferidos de uma cadeia para a outra.  Ir. Sharon, além de responder para cada pessoa, coloca-se em contato com os capelães e envia caixas de livros, de subsídios catequéticos, de encíclicas, para que muitos possam usufruir deste dom. Isso é posível graças também à  ajuda dos benfeitores.

É muito difícil encontrar literatura cristã nas prisões, enquanto muito material pornográfico circula em abundância. Por isso, as Filhas de São Paulo da Província dos Estados Unidos e do Canadá  continuam com empenho este serviço, certas de que a Palavra chega aos corações, como testemunha um agente de pastoral: “As pessoas começam a procurar e a  ler este materal. O Senhor está trabalhando em suas vidas. Ele, de fato, ouve o grito dos pobres. Muitos desses estão reconhecendo a necessidade de se voltarem para Deus”.

(05/2008)