"Aquilo que vale: o juízo de Deus, a vontade de Deus, o prêmio eterno, aquilo que serve para a eternidade. A ajuda de Deus, a graça e a santidade. O que não vale: o juízo dos homens, a alegria passageira, aquilo que não serve para a eternidade, aquilo que leva ao mal, aquilo que se deve deixar”.
(Alberione)
O juízo de Deus é muito diferente daquele dos homens. Revela-nos isso o trecho evangélico da adúltera no qual Jesus não acusa a mulher, nem a julga por aquilo que realizou, mas a perdoa. “ Vai, e de agora em diante não peques mais” ( Jo 8,11). O perdão de Jesus lhe dá força para olhar adiante com confiança e esperança, para assumir novas atitudes e mudar radicalmente a vida.
As palavras de Jesus aos escribas e aos fariseus nos interpelam sobre os nossos fáceis juízos, sobre o apontar o dedo a quem erra e oprime. Como Jesus, somos chamadas a comunicar esperança e vida. Somente o dom da confiança pode provocar um repensar dos próprios atos,a abertura à mudança e suscitar a conversão. Só o amor cria, transforma, difunde esperança e abre à novidade.
O amor é dom de Deus colocado em nossos corações pelo Espírito Santo. Um amor a acolher e a seguir, como São Paulo, cuja vida foi transformada pelo encontro com o Senhor: “ Eu considero tudo como perda diante da sublimidade do conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor” (Fl 3,8). Paulo, conquistado por Jesus Cristo, transforma o amor recebido em amor comunicado à uma pessoa, numa situação e numa cultura, para que cresça em todos a alegria de uma vida vivida em plenitude.
A.B., fsp
Rezemos:
Pai misericordioso, vinde em nossa ajuda,
para que possamos viver e agir sempre
com aquela caridade, que levou o teu Filho
a dar a vida por nós.
Amém! (Oração da coleta)