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SOMOS TEMPLOS DE DEUS No seu desígnio de amor, Deus caminha com seu povo, aperfeiçoando sempre mais a sua aliança e sobre o Sinai lhe concede a Lei, como proposta dele a um povo chamado à liberdade. Os mandamentos estão a serviço do ser humano, enquanto filho de Deus e irmão de todas as pessoas: por isso, ajudam o homem a constituir uma relação verdadeira com o Criador e com todos os irmãos. O sentido profundo da lei será assimilado progressivamente, ao longo dos muitos séculos, e atingirá seu ápice em Jesus Cristo, quando todas as leis serão condensadas no único mandamento novo do amor. Também Paulo, na segunda leitura, se volta à dimensão da liberdade: liberdade de Deus de manifestar-se como o “crucificado”, apelo à liberdade dos fiéis, a fim de que aceitem o evangelho da cruz, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos. “Mas aquilo que é loucura de Deus é a maior sabedoria para os homens, e aquilo que é debilidade de Deus é fortaleza para os homens”. Cristo crucificado é a surpreendente resposta de Deus às expectativas da humanidade: o verdadeiro milagre é a sua cruz, que liberta a humanidade da escravidão do mal. Com a expulsão dos vendedores do templo Jesus se apresenta como o verdadeiro templo de Deus na sua humanidade gloriosa. O corpo de Cristo ressuscitado se tornará o novo templo, para o novo culto “em espírito e verdade”. São Paulo, porém, nos diz ainda: “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo de Deus habita em vós?”. “Por isso, irmãos, porque Deus quis fazer de nós o seu templo e em nós se dignou habitar, por quanto depende de nós, procuremos, com sua ajuda, afastar-nos das coisas supérfluas e procurar as que são úteis. Se agirmos dessa forma, irmãos, poderemos convidar o Senhor a morar no templo do nosso coração e do nosso corpo. (Cesário de Arles).
Jesus como nós, e mais do que nós,
tornou-se pequeno, pobre, humilhado,
trabalhador,
amaldiçoado e paciente.
Por nós falou.
Realizou milagres,
fundou um reino novo,
onde os pobres são bem-aventurados,
onde a paz é princípio de convivência,
onde os puros de coração e os que choram
são exaltados e consolados,
onde aqueles que aspiram pela justiça
são recompensados,
onde os pecadores podem ser perdoados,
onde todos são irmãos... (Paulo VI)
- Sr. Antonietta Vivian, fsp |
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