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    Duas mãos trêmulas acendem uma luz
diante do ícone da Virgem Mãe.
É uma jovem mulher, talvez uma irmã
ou uma mãe que chora seus filhos,
na triste praça da escola de Beslam.
 
             
   

Como Maria ela vive a indescritível angústia
dos dias infindos de dor e de morte.
Desorientada e desolada, como nós ela também se pergunta:
Para onde caminha este mundo? E quem são esses homens
que, não têm compaixão nem mesmo das crianças?
Quem são esses que semeiam o terror mais tétrico
e ceifam vidas de pequenos e grandes?
É uma enésima matança dos inocentes
que se perpetua no tempo.
E com as crianças morrem homens e mulheres
reunidos em Beslam para uma festa escolar.

Em outros lugares continua a guerra,
multiplicam-se os ataques terroristas,
jornalistas são seqüestrados e até
duas jovens mulheres consagradas ao amor.
Sim, porque a presença delas, anônima,
num País de conflitos e de dor sem fim,
só se explica pelo desejo de aliviar o sofrimento
e restituir o sorriso ao rosto das crianças.

Que raça de mundo é o nosso?
Em religioso silêncio nos questionamos
acerca da responsabilidade nossa e de todos.
Percebemos com angústia
que Jesus morre cada dia na escuridão dos corações
e te pedimos, ó Virgem Mãe,
o conforto para as mães de Beslam.
Nós te pedimos por todos nós, a fim de que
juntos encontremos o caminho do diálogo,
aprendamos a olhar-nos nos olhos
e a amar-nos como verdadeiros irmãos,
pois, somos todos filhos de Deus.                              
MAQ