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Filhas de São Paulo: o Documento Capitular
O Documento Capitular que sinalizará o caminho da Congregação nasceu em comunidades que, na fase preparatória do Capítulo, tiveram a oportunidade de fazer emergir a situação concreta da Congregação e o desejo de uma renovação profunda que restitua qualidade de vida, alegria e impulso apostólico. As contribuições das comunidades confluíram no Instrumento de trabalho, base da reflexão capitular e da elaboração do Documento.
As áreas, objeto da reflexão e avaliação capitular:
– a qualidade das relações
– a revisão carismática do apostolado
– o serviço evangélico da autoridade e a obediência,
individuadas como pontos débeis e necessitados de mudanças, constituem a espinha dorsal do texto, que respeita inclusive a estrutura do precedente Instrumento de trabalho; de cada área foram colocadas em destaque as convicções, foi apresentada a realidade nas suas sombras e luzes e emergiram as propostas para um caminho voltado para o futuro.
De uma primeira leitura transversal, emergem no Documento os valores amadurecidos na reflexão pessoal, nos grupos de estudo, na partilha da assembléia. Destacamos algumas:
- Antes de tudo a necessidade de cultivar, com intensidade, a vida do Espírito, alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, para reavivar cada dia a união de amor com a pessoa de Jesus, viver no estilo comunicativo do Apóstolo e adquirir um “pensamento paulino”.
- O outro ponto de reflexão é proporcionado pela realidade de hoje, marcada por sofrimentos advindos das situações precárias, nas quais vive grande parte da humanidade, e pela evolução da ciência e da técnica. Daqui nasce o forte convite a estudar e discernir para descobrir os caminhos mais eficazes para o anúncio da Palavra no areópago da comunicação,em comunhão com todas as forças vivas da Igreja para manter viva a esperança da humanidade e indicar-lhe a única salvação: Jesus Cristo.
- Em sintonia com o tema “Escolhidas e amadas”, sublinha-se, de modo vibrante, a necessidade de uma fé vivida como relação: “Trata-se de dar sempre maior relevo ao princípio que fundamenta a nossa identidade de consagradas paulinas: a fé. Crer significa perguntar se Deus ocupa o primeiro lugar, se para nós é Pai e se estamos, cada uma em particular e comunitariamente, diante dele como filhas no Filho, acolhendo o seu amor livre e criativo... A fé em Deus, comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, nos faz entrar numa dinâmica de relação e de amor. O outro nome da fé é, portanto, relação” (DC 7).
Também as “linhas emergentes”, evidenciadas na conclusão do Capítulo, poderão orientar a Congregação para metas precisas e unitárias, respeitando as diversidades.
Antes de tudo, Paulo como constante ponto de referência dos próximos seis anos, “para reapropriar-nos em profundidade da nossa identidade como mulheres consagradas paulinas” (DC 11). À luz de Paulo se desenvolvem alguns percursos:
* A linha cristológica e bíblica para “buscar na Escritura o pensamento de Cristo, aprender a pensar com Cristo, a pensar o pensamento de Cristo e assim ter os sentimentos de Cristo, ser capazes de dar aos outros o pensamento de Cristo, os sentimentos de Cristo” (Bento VXI, na abertura do Sínodo dos Bispos).
* A linha apostólica, para partir da experiência carismática que inspirou Pe. Alberione e sentir o “dever de ser apóstolas de hoje” no mundo da comunicação. Um dever, uma missão que é também uma graça. Uma graça a expandir sempre mais na Igreja, irradir para além das fronteiras do Instituto, para que mulheres e homens possam viver as riquezas do carisma paulino e fazer brilhar a forma iluminante do Evangelho em todas as situações da existência humana.
* A linha relacional-comunicativa para sermos verdadeiras “mestras de comunicação”. A descoberta da comunidade como lugar da “relacionalidade” e da “reciprocidade”, onde se realiza o processo de formação contínua, favorecerá a colaboração, a comunhão, a disponibilidade para partilhar os valores da nossa vida com as novas gerações.
* A linha formativa e vocacional para motivar e remotivar a nossa vida, garantir uma formação apóstolico-profissional contínua e sistemática, elaborar e/ou realizar os projetos de pastoral vocacional. E, sobretudo, viver a dinâmica da estudiosidade para aprender, de tudo e de todos, a sermos sempre mais idôneas em responder ao grande e repetido desafio do Fundador: “Deus nos enviou para isto...sobre nós pesam quantos milhões de pessoas?...o que damos no apostolado deve ser espiritual, repito, deve ser espiritual” (FSP-SdC p. 300).
Estas linhas emergentes são entre elas profundamente integradas e unidas pelo único desejo de crescer como apóstolas, que têm um único ponto de referência: Cristo; e por um único objetivo: comunicar a sua Palavra de vida a todos.
O texto do Documento Capitular pode ser encontrado no site 9cg.paoline.org
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